jgarcia...
Família Imasters,
Quarenta e seis dias atrás começou o que para mim parecia uma pesadelo: a entrada de minha amada mãe em uma UTI de hospital com uma infecção de pulmão gravíssima, cuja cura, segundo os médicos, era pouco provável.
A partir de 31 de dezembro de 2009, data em que minha mãe se internou, eu, minha família e amigos unimos em uma corrente de orações e fé sem tamanho. A todo o momento me passava um filme, quando então me via em ocasiões diversas, sempre com a presença de minha mãe.
Fui um bom filho, no entanto penso que poderia ter sido ainda melhor. Poderia ter aceitado as críticas de minha mãe com mais facilidade, entendido de bate pronto todas as broncas (com carinho) dadas por ela, ter tirado mais fotos (quanto isto faz falta), ter sido ainda mais presente.
Na madrugada do dia 15 de fevereiro de 2010 atendi ao telefone. Sabia que o que me aguardava, mas não queria acreditar.
...a pessoa do outro lado falou: "É da casa da dona Alzira".
Respondi: "É".
Ela disse: "Você é o parente?".
Eu disse, com sofreguidão: "Sou filho".
Ela disse: "Sua mãe piorou muito, venha para o hospital".
Eu disse: "Já estou indo".
Eu sabia que ela não havia piorado... Ela havia partido. Ai, meu Deus, pensei, e agora?!
Bem, ao chegar ao hospital recebi a notícia que esperava, mas não queria ter ouvido jamais: "Sua mãe faleceu".
Hoje a saudade não cabe no meu coração e transborda pelos meus olhos (agora marejados) e eu peço aos nobres amigos, sim, pois lhe considero amigos, que entendam que eu terei que ficar ausente por um tempo, sobretudo para colocar as coisas no lugar, inclusive os sentimentos.
A todos vocês que ainda podem beijar, abraçar, levar a mãe à sorveteria eu digo: FAÇAM, pois eu não posso mais.
O sempre alegre jgarcia segue com uma tristeza que será minimizada pelo tempo e com a certeza de que sua amada mãe repousa sobre o colo de Deus.
Abraços a todos.
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