Dell quer criar divisão de software de US$ 5 bi
Dell quer criar divisão de software de US$ 5 bi
Fabricante quer deslocar seu foco em PCs para se tornar referência em TI das corporações
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Nem aí para a concorrência, companhia desafia desaceleração de mercado com metas ambiciosas AP
SÃO FRANCISCO - O novo chefe da área de software da Dell tem planos de aumentar em cinco vezes o tamanho da divisão, uma meta que poderá tornar a área responsável por pelo menos 25% do lucro da terceira maior fabricante de computadores do mundo.
John Swainson, ex-presidente executivo da CA Technologies que ingressou na Dell em fevereiro, disse que o negócio de software tem margens maiores que a maioria das outras unidades da companhia, mas não é grande o suficiente para fazer diferença neste momento.
A Dell tem diversificado ativamente seus produtos e negócios além dos computadores pessoais, um mercado cujo crescimento está desacelerando à medida que o iPad, da Apple, e outros dispositivos móveis, tomam clientes. A companhia disse que vê softwares e serviços como áreas importantes para o crescimento.
Swainson quer que o negócio de software da Dell entregue uma “significativa contribuição” ao lucro da companhia.
“A medida em que se chega a uma cifra como US$ 5 bilhões, começa a ser um número significativo no lucro”, disse o executivo à Reuters. “Se você tem US$ 5 bilhões no negócio de software com 30% de margem, isso seria equivalente a cerca de US$ 1,5 bilhão em lucro líquido”.
O negócio de software da Dell atualmente gera cerca de US$ 1,2 bilhão do total de US$ 60,2 bilhões em receitas anuais da empresa.
Swainson não deu um prazo para quando espera atingir a meta de receitas, mas disse que a aquisição da Quest por US$ 2,4 bilhões é um dos componentes da estratégia.
O segmento de software é uma parte do plano da companhia para transformar a corporação de apenas uma empresa de PCs para um ponto de parada para todas as necessidades de Tecnologia da Informação das corporações.
A Dell, no entanto, não está planejando comprar mais nenhuma companhia de software do tamanho da Quest no curto prazo, mas continuará a olhar “ativamente” boas oportunidades de aquisição, disse Swainson.
A companhia também está se focando nos mercados emergentes para crescer. O presidente-executivo, Michael Dell, disse mais cedo nesta semana que continua otimista com regiões como China, seu maior mercado fora dos Estados Unidos, apesar dos “desafios” de desaceleração dos negócios.
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Se uma gigante entra neste mercado alguma coisa vai acontecer.
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